Um dia morei em você. Depois fui sua pequena por muito tempo, e despercebidamente cresci. Tivemos momentos que ambos pagamos por esse crime. Te matei varias vezes, mas você sempre ressuscitava. Lembro-me de uma vez em que o papai teve que deixar a sua pequena num lugar desconhecido, num lugar feio. Sua pequena cometera o mais grave dos crimes: Viver em seu mundo errôneo. Papai abraçou seu bebê e em seus ombros desabou. Mais uma vez papai morreu.

Até quando essa menina/mulher maltratará seu herói? Isso, papai, não sei lhe responder. Só sei que sua mulher que outrora fora pequena está tentando com toda sua solidez não lhe agredir mais. Beligerante, a pequena tirana não gosta de viver em seu mundo despótico, mas ela vive. Talvez para sempre, talvez para nunca mais. Mas saiba: ela está tentando te envolver nele sem mais te matar.

Contudo e sem mais lhe grito: Perdoa-me, amo-lhe demais.

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